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O Futebol tem muito o que aprender com a NBA

Como a NBA se vende como simpática e acessível, e o que o futebol deveria aprender com isso.

Eu brinco que tenho um relacionamento muito menos tóxico com basquete do que com o futebol.

Na NBA eu torço pelo Lakers, mas tô longe de ficar arrasado quando eles perdem ou saem dos playoffs. Com o Flamengo é completamente diferente.

Não que isso seja exatamente ruim. Um título do Lakers não tem 10% da importância, para mim, que um do Flamengo tem. Não tenho camisa do Lakers e tenho dezenas de mantos do Flamengo. São relações completamente diferentes, mas não é por isso que o futebol não tem o que aprender com a NBA.

A NBA vai muito além do esporte. Ela tem um soft power que influencia até em música e vestuário. A moda dos tênis, tendo o Air Jordan 1 como um dos queridinhos, tem muita ligação com o basquete. E até o Hip-Hop.

E isso tudo é fruto de um trabalho sério da Liga que vai muito além da competição. A NBA faz ações pelo mundo inteiro, de jogos da temporada regular a desafios (como o Africa Game) e até a NBA House, que é um sucesso.

Mas não é só essa parte de Business, a NBA sabe se vender como algo simpático e acessível.

Chegaram a fazer uma transmissão com a temática dos Vingadores, que gerou muita mídia espontânea, na época, e ainda deve ter feito quem nem gosta de basquete assistir ao jogo só por curiosidade.

Sem contar com tradições da NBA como os jogos de natal. Sempre colocam várias partidas no dia 25 de dezembro, para você maratonar. E escolhem jogos relevantes, como Lakers x Celtics.

Além disso, fazem até camisas especiais para os jogos de natal.

Até vídeos especiais de divulgação já fizeram. Isso aumenta o interesse geral pelas partidas e pela Liga. Consegue gerar um fato novo em jogos completamente normais de temporada regular.

No Halloween os jogadores chegam para as partidas fantasiados e a transmissão foca na chegada de cada um deles. Já fica uma expectativa de quem vai ter a melhor fantasia.

Tudo isso sem ninguém reclamar de falta de foco no jogo, que o atleta está mais preocupado com fantasia do que com a vitória e outras rabugices que sem dúvida nenhuma ouviríamos se isso acontecesse no futebol.

Tratam até como pauta positiva o jogador ter pegado trânsito com o carro inspirado em um jogo de videogame, pintado com as cores do novo tênis criado pro atleta.

No futebol reclamariam que tá mais focado em vender tênis e agradar patrocinador do que em jogar futebol.

Se você acha que eu estou exagerando, a CBF pediu para o Yan Couto mudar a cor do cabelo rosa para a Copa América.

Já vinha usando o cabelo assim há algum tempo, mas a confederação pediu pra ele mudar.

O Neymar cansou de usar cabelos coloridos e os cortes mais diferentes possíveis. E a garotada imitava. Como imitaram o Cascão do Ronaldo em 2002. Isso aproxima a torcida da Seleção. Cria uma conexão que a CBF poderia aproveitar, mas preferem ser sisudos e intocáveis.

Além de uma lista de outras regras para a competição:

  • Cuidado para passar uma imagem de seriedade;

  • Evitar o uso de brincos chamativos;

  • Não utilizar colares extravagantes;

  • Uso das redes sociais de forma sóbria e com discrição, sem brincadeirinhas;

  • Evitar chegar ao estádio com fones ou ouvindo música alta;

  • Evitar que os atletas apareçam em vídeos oficiais ouvindo música e brincando no vestiário;

Qual é o benefício que a Seleção tem com os jogadores passarem uma imagem de seriedade? Futebol é festa!

Essa lista de imposições vai completamente contra o que a maioria dos jogadores faz no dia-a-dia. Vão ter que se comportar de maneira completamente diferente simplesmente porque um cartola definiu que a Seleção tem que ser séria.

É um anti-marketing que quer deixar a Seleção Brasileira com cara de Faria Lima e afastar ainda mais do público, que a cada vez se importa menos com os jogos do Brasil.

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