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De banco sem agência a presença em todo lugar

O Nubank encontrou novas formas de estar presente na vida dos clientes.

Lembra quando diziam que o Nubank não era confiável porque não tinha agência? Que banco era aquele que existia só no digital, sem uma porta giratória e um gerente de terno atrás de uma mesa?

A ideia de que uma instituição financeira precisava de uma estrutura física tradicional para ser respeitada já ficou no passado. Mas o Nubank não parou por aí. Ele não só provou que um banco pode existir (e liderar) no digital, como também mostrou que pode estar presente fisicamente de formas completamente inesperadas.

Hoje, o Nubank está onde seu cliente está. No meio do Parque Ibirapuera, oferecendo um banho refrescante e um espaço de descanso para quem acabou de correr. No aeroporto de Guarulhos, com um lounge VIP onde a espera pelo voo vira uma experiência de luxo. E até no Burger King, na Avenida Paulista, onde um pagamento com o roxinho pode significar uma batata frita de brinde. E quem não tem, ganha um abraço.

Mas o que isso significa de verdade?

Branding não é uma gaiola. É um ecossistema vivo.

Se tem algo que o Nubank entendeu, e que muitas marcas ainda têm dificuldade de aceitar, é que branding não é sobre definir um perfil de cliente e nunca mais sair da linha. O cliente do Nubank que quer conforto no aeroporto não é o mesmo que quer um fast-food rápido e divertido? Pode ser. Assim como o cliente premium que busca um espaço para relaxar no Ibirapuera também pode ser o mesmo que aproveita uma promoção de hambúrguer. Ou até mesmo, o banco pode assumir que é tão plural que precisa atender aos diferentes públicos da maneira de cada um.

100 milhões de clientes possuem vários perfis. Diversos nichos e cada um deles tem necessidades únicas.

O erro clássico de muitas empresas é achar que precisam falar sempre da mesma forma para todo mundo. O Nubank provou que dá para ter uma identidade forte e, ao mesmo tempo, se adaptar ao contexto de cada interação com o público. No aeroporto, é sofisticação. No parque, é bem-estar. No Burger King, é diversão e irreverência. Tudo sem perder o DNA da marca.

E cada um desses espaços físicos não foi escolhido por acaso.

1. Casa Ultravioleta no Ibirapuera: Para quem valoriza qualidade de vida

Um espaço dentro do parque mais famoso de São Paulo, voltado para os clientes Ultravioleta, o segmento premium do Nubank. A Casa oferece duchas, toalhas, café, lanches saudáveis e até estações de trabalho, funcionando como uma extensão do conforto de casa.

Esse ambiente não é só um mimo, ele reforça o posicionamento do Nubank Ultravioleta como algo além de um cartão de crédito, mas sim um estilo de vida. Ele atende aquele cliente que valoriza bem-estar, rotina saudável e, ao mesmo tempo, produtividade. Afinal, a vida de quem tem um cartão premium não é só sobre compras, mas sobre experiências.

2. Sala VIP no Aeroporto de Guarulhos: Para quem viaja com frequência e busca exclusividade

No Terminal 3 do aeroporto mais movimentado do Brasil, o Nubank criou um lounge de 1.000 m² para transformar a experiência dos seus clientes Ultravioleta enquanto esperam um voo. Lá, é possível tomar um café de alta qualidade, degustar um cardápio assinado por chefs renomados, relaxar em espaços de descanso ou até mesmo trabalhar com Wi-Fi de qualidade.

Esse espaço tem um propósito claro: atender um público que viaja a trabalho ou lazer, mas que quer conforto e eficiência. Ele reforça o Nubank como um parceiro de quem vive na ponte aérea ou precisa de benefícios exclusivos no exterior, elevando a percepção de valor da marca nesse nicho.

3. Burger King na Avenida Paulista: Para quem quer diversão e acessibilidade

Na esquina mais movimentada de São Paulo, o Nubank se uniu ao Burger King para criar a primeira “não agência” do banco. O restaurante foi totalmente reformulado com as cores do Nubank, os totens de autoatendimento personalizados e, claro, benefícios exclusivos para clientes. Quem paga com o roxinho ganha uma batata frita ou um refil de bebida grátis. Quem não tem? Ganha um abraço simbólico de um “abraçador profissional”.

Essa ação é puro marketing divertido e acessível. Aqui, o Nubank não está falando com o público premium do Ultravioleta, mas com qualquer um dos seus mais de 100 milhões de clientes, ou até futuros clientes. É um jeito de reforçar o Nubank como uma marca jovem, próxima e que entende o consumidor real, que gosta de boas ofertas e interações bem-humoradas.

Não é só o público do Ultravioleta que importa.

A presença física importa, do seu jeito

Outro ponto importante: a ideia de que “estar presente” não significa necessariamente abrir uma loja, uma agência ou uma sede tradicional. O Nubank soube criar espaços físicos que fazem sentido dentro da vida de seus clientes, sem abandonar sua essência digital.

A Casa Ultravioleta no Ibirapuera não é uma agência, mas um ponto de apoio para quem valoriza saúde e qualidade de vida.
A sala VIP em Guarulhos não é um escritório, mas um lugar onde a jornada do cliente ganha um upgrade.
O restaurante do Burger King na Paulista não é um ponto de atendimento, mas um espaço de engajamento com benefícios tangíveis para quem usa o cartão Nubank.

Essa abordagem mostra que presença física não precisa ser um sinônimo de burocracia. Pode ser uma extensão da experiência da marca no dia a dia do consumidor.

A marca que vive onde seu cliente vive

O Nubank poderia ter se limitado ao digital e continuaria sendo um sucesso. Mas decidiu ir além, criando experiências físicas que fazem sentido dentro do comportamento real de seus clientes. Isso ensina uma lição valiosa para qualquer negócio: sua marca não precisa estar presa a um único formato ou tom de comunicação.

O que importa não é onde sua empresa está fisicamente, mas como ela se conecta com as pessoas nos lugares e momentos certos. Porque, no fim do dia, branding não é sobre ter um espaço, é sobre fazer sentido na vida do cliente.

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