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O que a Beiçola do Privacy e a Andressa Urach têm a ensinar sobre marketing?

Desculpem esse título 100% Linkediner, mas não consegui pensar em algo mais preciso.

A verdade é que, gostando ou não, algumas pessoas dominam como ninguém a arte do marketing de guerrilha. Aproveitam cada polêmica, cada comentário, cada mínimo espaço para se promover, sem pedir desculpas. E, nesse jogo, Beiçola do Privacy e Andressa Urach estão jogando no hard.

E já deixo o aviso que, apesar de usar muitos eufemismos, se alguém for muito sensível pode não curtir o conteúdo que vai tratar de como produtoras de conteúdo para maiores divulgam seu trabalho. Sem termos chulos nem imagens impróprias, mas fica aqui o aviso.

Beiçola: Transformando ofensa em marca

O que começou como uma brincadeira de “você prefere dois Reais ou um presente misterioso?” acabou virando uma carreira muito lucrativa. Os vídeos que viralizaram nas redes sociais com expressões de surpresa dos homens que escolhiam o presente misterioso, e viam fotos da garota sem roupa.

Logo ela foi ficando famosa e ganhou o apelido de "Beiçola" (apelido do icônico personagem de A Grande Família), por causa do cabelo.

Ela poderia ter reagido de duas formas:

  1. Se indignado e tentado apagar o apelido da internet.

  2. Transformado o apelido em uma marca e monetizado em cima disso.

Adivinha qual caminho ela escolheu?

Ela não só adotou o apelido como identidade, como também soube capitalizar em cima disso. Em um dos momentos mais simbólicos dessa estratégia, ela chamou o ator que interpretou Beiçola na série e o ajudou financeiramente. Isso gerou engajamento emocional e reforçou a marca.

Com isso, foi até parar até na TV aberta.

Mas ela não parou por aí:

  • Fingiu que tatuou o QR Code para o perfil dela no próprio rosto.

  • Lançou sua própria criptomoeda.

  • Fingiu que estava grávida para fazer piada com o meme da grávida de Taubaté.

  • Divulgou o salário (R$ 28 mil) do prestador de serviço que contracena com ela nos vídeos.

  • Outdoor com uma mensagem bem direta para quem a quisesse ver como veio ao mundo.

Usa cada polêmica para ampliar sua visibilidade e monetizar mais.

Ela entendeu algo simples: atenção é dinheiro. Enquanto a maioria das pessoas briga com os haters, ela os usa para crescer. Em novembro de 2024 ela já tinha faturado mais de R$ 5 milhões, em apenas uma plataforma.

É impressionante a facilidade que ela tem de aproveitar as oportunidades para viralizar. Não é só uma questão de trabalhar em um nicho que é tem menos limites que os mercados tradicionais. A Martina (ela tem nome) consegue furar a bolha de um conteúdo muitas vezes consumido de maneira discreta e vira mainstream na internet.

Andressa Urach: O fim dos limites

Já a Urach não é amadora nesse jogo. Desde que ficou famosa, ela aprendeu que escândalo vende, e não hesita em usar isso ao extremo.

Muito tempo atrás, assim que ela apareceu, já divulgou mensagens trocadas com o Cristiano Ronaldo.

Essa é uma mulher que já viveu múltiplas vidas públicas: modelo, ex-vice Miss Bumbum, evangélica fervorosa, escritora de livro religioso, assessora parlamentar, empresária… E agora, na sua fase mais recente, produtora de conteúdo adulto.

O diferencial? Sem limites.

Se no começo do OnlyFans as criadoras ainda mantinham um certo nível de restrição, Urach derrubou qualquer barreira. Vídeos explícitos? Ok. Participação do próprio marido? Ok. Troca de casais? Também. E, se precisar chocar mais, ela sempre encontra um jeito.

Listei aqui alguns dos principais feitos da profissional:

  • Fez um vídeo com oito homens.

  • Dividiu a língua ao meio para dar mais prazer.

  • O filho trabalha com ela, gravando e editando os vídeos.

  • A Andressa também já falou em gravar com a namorada do filho.

  • O rapaz, não ficou para trás e planejou fazer o mesmo com o namorado da mãe.

  • E a modelo já falou que o próprio pai teria sugerido uma participação dele mesmo no conteúdo dela.

  • Ela também gravou com a ex-sogra.

Nem sei exatamente o que ela disse que faria e efetivamente fez, não deu para ir muito a fundo na checagem de fatos. Mas essa lista toda, e até mais ações curiosas, movimentam as redes sociais sempre que ela divulga.

No Twitter, virou um meme: “a pior notícia sobre Andressa Urach é sempre a próxima”.

Mas ela não está simplesmente causando, ela está lucrando. Ela aproveitou uma clara flexibilidade nos próprios limites para explorar até onde os fãs iriam. E ainda não descobriu onde deve parar.

Assim ela vai criando conteúdo da maneira mais extrema que ela consegue imaginar e atrai um público que certamente não encontra isso em outro lugar.

Recentemente, quando um streamer flamenguista, Fernando Gil, fez um comentário dizendo que "se tivesse a chance, era ferro nela", o que ela fez? Mandou um convite, pelo Instagram.

Ele aceitou. E pronto: mais manchetes, mais atenção, mais dinheiro.

Ela conseguiu transformar um comentário aleatório da internet em:

  • Matéria em portais de fofoca.

  • Discussão em redes sociais.

  • Um coprotagonista de graça.

Isso é estratégia.

O que podemos aprender com elas?

Independentemente do julgamento moral, o que essas duas criadoras entendem melhor do que muita marca gigante é um princípio básico do marketing digital:

Em vários casos, as pessoas não compram seu produto. Elas compram a atenção que você consegue gerar.

E se tem uma coisa que Martina e Andressa Urach sabem fazer é gerar atenção.

Marcas gastam milhões tentando criar campanhas virais. Elas fazem isso com um tweet e uma polêmica. E nem é caso do “falem mal mas falem de mim”. Elas furam as bolhas delas usando o choque que causam com suas ações, em gente que nem consome o conteúdo delas, mas chegam a novos fãs atraídos pela curiosidade.

Então, o que podemos levar disso para o marketing em geral?

  1. Transforme fraquezas em branding. Se estão falando de você, use isso a seu favor. Foi o que a Beiçola fez com seu apelido.

  2. Atenção é a nova moeda. Não importa se você vende conteúdo para maiores, roupa ou tecnologia. Se ninguém está olhando, ninguém compra. O conteúdo tem que ser instigante, nada vale mais, em rede social, do que o conteúdo que é organicamente compartilhado.

  3. Seja rápido. Oportunidades de marketing morrem em questão de horas. A Urach soube aproveitar o comentário do streamer sem precisar de aprovação de área comercial, CEO, nada disso. Grandes empresas perdem o momento por excesso de burocracia.

  4. Tenha coragem. Marcas grandes morrem de medo de polêmica. Pessoas como Beiçola e Urach crescem exatamente porque não têm. Claro que, no caso delas, é mais fácil. Mas muita empresa tem medo de ousar mesmo que um pouco sem pensar no retorno que pode conseguir.

Existem várias restrições para anúncios de conteúdo como esses. Isso fez com que elas precisassem de mais criatividade que limites para a divulgação. E funcionou.

O marketing hoje é um jogo de apostas. Algumas marcas preferem investir dois reais em campanhas seguras e sem impacto. Outras escolhem o "presente misterioso" e descobrem maneiras de viralizar sem gastar tanto. O risco existe, mas quem não arrisca... fica invisível.

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